Fazenda pioneira cria bijupirá para o mundo

A TWB S.A Fazenda Marinha foi criada a partir do projeto Bijupirá Brasil e é pioneira em pesquisa e criação de peixes offshore no Brasil. O Bijupirá Brasil trouxe e desenvolveu no País as mais avançadas técnicas de reprodução e engorda do Bijupirá – também conhecido como cóbia. Peixe nativo da costa brasileira, de  crescimento mais rápido que o do salmão e de carne branca, que o coloca no rol das carnes mais apreciadas pela gastronomia mundial.

A Fazenda Marinha está instalada em Cananéia, Litoral de São Paulo, onde mantém base e fazenda offshore e em Salvador, onde possui laboratório de reprodução. Atua também em convênio com a Fundação São Vicente, no desenvolvimento de pesquisas no Laboratório Nacional de Aqüicultura Marinha (Lanam), construído pelo governo federal em Ilha Comprida , localidade vizinha à Cananéia.

Saiba mais sobre o Bijupirá

  • Espécie nativa de toda a costa brasileira, dinamizará o desenvolvimento diferenciado da aqüicultura brasileira, hoje calcada em espécies exóticas.
  • Crescimento rápido, atingindo 6 quilos no primeiro ano e, até 15 no segundo.
  • Produção mundial de 22.751 toneladas (FAO, 2005)
  • Principais produtores: China e Taiwan 
  • Outros produtores: Vietnam, Hainan, Okinawa, Singapura, México e Porto Rico.  
  • Peixe com auto valor nutritivo com alta qualidade de carne. Analises nutricionais apontam para uma carne rica em proteínas, Omega-3, O-mega 6, Taurina, Ornitina, Vitamina E e outros componentes nutricionais essenciais para uma vida saudável.  
  • Sua textura elástica, cor branca e sabor suave fazem do bijupirá um dos melhores peixes para sashimi.  
  • Em comparação com salmão é um peixe com produtividade 4X maior (6 quilos em uma contra 3 quilos em 2) e, com possibilidades de mercado muito maiores, já que hoje existe uma demanda mundial por peixes de carne branca de qualidade, principalmente para animais que produzem grandes filés (acima de 1 quilo de filé).  
  • Preço praticado hoje é de U$9,00/kg inteiro fresco e, acima de U$18,00 para filé. No Brasil o bijupirá é comercializado por R$13,00/kg inteiro fresco ou posta na Bahia e R$18,00 no litoral norte do RJ. Estes valores, tanto nacional como internacional, poderão ser ainda maiores, uma vez assegurado fornecimento para o mercado, criando-se assim um produto premmium constante nas gôndolas de supermercados e peixarias do mundo.  
  • Os principais mercados destacados para a comercialização do bijupirá hoje são o americano, já que os EUA são os maiores compradores de nosso pescado, e a Europa, que hoje vive uma demanda por carne branca de qualidade absurda, os obrigando a despescar seus tanques de pargo meses antes do final do cultivo. Outro mercado desejado por todos é o mercado japonês que hoje já esta conhecendo e apreciando a qualidade do bijupirá produzido na China. Finalmente, um mercado potencial é o próprio mercado brasileiro, hoje em ascensão no consumo de pescados e na busca por qualidade e sabor.

Saiba mais sonbe o maior centro de pesquisas sobre bijupirá no Brasil

A TWB S.A Fazenda Marinha atua em parceria com a Fundação São Vicente, a Prefeitura de Ilha Comprida e o Ministério da Aquicultura e Pesca da Presidência da República na operação do Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha – o principal centro de pesquisas e produção de alevinos de bijupirá do Brasil.

O LANAM vem atender a solução deste gargalo desenvolvendo e nacionalizando as tecnologias de reprodução do bijupirá utilizadas nos EUA na Universidade de Miami e outros centros de referencia mundiais e, conseqüentemente, disponibilizando no mercado alevinos de qualidade para a engorda.

O potencial produtivo do LANAM, acima de 1 milhão de alevinos/ano, será capaz por si só de impulsionar a piscicultura marinha do sudeste do Brasil. Este montante corresponde a estocagem de acima de 60 jaulas oceânicas como as utilizadas no salmão e/ou inúmeras jaulas de menor volume para cultivos mais simplificados ou artesanais (a exemplo do aplicado em Taiwan). Ademais, o LANAM, em sua área destinada ao cultivo de moluscos, poderá produzir acima de 3 milhões de sementes entre ostras e vieras; impulsionando assim também este setor da aqüicultura marinha e solucionando o gargalo de disponibilidade de formas jovens para cultivo e, conseqüentemente no caso das ostras, minimizando o impacto causado pela coleta de sementes no ambiente natural (manguezais).

Outro fator importante é que o LANAM será um centro de referencia de tecnologia aplicada na aqüicultura marinha, já que todos os trabalhos científicos e pesquisas que serão desenvolvidas dentro de suas instalações estarão diretamente relacionadas a necessidade do mercado produtivo.

Uma vez produzidos, estes alevinos serão comercializados para aquicultores que queiram cultivar o bijupirá. Seu cultivo será predominantemente em tanques rede de volume médio a grande. Testes de cultivo do bijupirá em tanques escavados ainda deverão ser realizados, porém, as expectativas não são as melhores.

O Lanam em Números

* Investimento Público– R$ 3 milhões

*Área construída - 1800m2

*Numero de tanques - 04 de 60 toneladas para maturação, 12 de 25 toneladas e 12 de 12 toneladas para larvicultura, além de diversos tanques menores de fibra para cultivo de alimento vivo, microalgas e moluscos.

Histórico Fazenda Marinha

Investir na produção offshore do Bijupirá, um peixe nativo das águas quentes do litoral brasileiro, atendendo a crescente procura por carne de peixe de alta qualidade. Foi com esse objetivo que a TWB S.A. criou, em 2004, o projeto Bijupirá Brasil. O ano de 2007 marca o começo da fase operacional da unidade, com a criação da TWB S.A Fazenda Marinha e o início da operação técnica do Laboratório Nacional de Aqüicultura Marinha (LANAM) em parceria com a Prefeitura Municipal de Ilha Comprida (litoral sul de São Paulo) e a Fundação São Vicente (Fundasv). A TWB abre caminho para a transformação do Brasil num dos maiores criadores de peixe marinho do mundo.

Durante todo o ano de 2007 foram aperfeiçoados os protocolos e processos para a produção de ovos, larvas e alevinos a partir do banco de matrizes domesticadas montado pela empresa. Os estudos e os trabalhos desenvolvidos no laboratório e no campo garantiram à empresa a expertise necessária para ingressar na fase de produção propriamente dita, a partir de 2008. Para isso a TWB Fazenda Marinha também importou novos tanques-rede para engorda e deu prosseguimento aos procedimentos de licenciamento perante os órgãos competentes.

Dentro de um arrojado projeto de capacitação e transferência de tecnologias, a empresa deu continuidade, em 2007, ao seu programa de treinamento de pessoal. A capacidade técnica conquistada ofereceu todo o suporte necessário para a implantação do LANAM, inaugurado oficialmente no começo de 2008.

Na Bahia a TWB Fazenda Marinha deu início à implantação de laboratório de formas jovens, cumprindo seu cronograma de expansão, que prevê transformar o estado em sua principal unidade produtora. Em 2007, os esforços elevaram o nível técnico da estrutura baiana aos já encontrados no laboratório do litoral paulista.

Para alcançar seus objetivos de forma consistente a empresa opera programas de monitoramento ambiental e qualidade da água e de comunicação social. Os primeiros são contrapartidas de segurança e preocupação ambiental e o último é um investimento na parceria com as comunidades ribeirinhas. Na unidade baiana a empresa pretende aproveitar a mão-de-obra dos pescadores locais, transformando-os em criadores de peixes e oferecendo-lhes a oportunidade de melhoria das condições de vida e renda.